Puá e Sifrá:
A Beleza da Coragem e da Compaixão
Leitura: Êxodo 1:5-21
"Talvez você seja uma enfermeira, médica ou trabalhe na área da saúde. Seu chamado é cuidar, proteger e, muitas vezes, tomar decisões difíceis. Foi exatamente isso que Pôa e Sifrá fizeram. Essas duas parteiras hebréias, mencionadas em Êxodo 1, desafiaram uma ordem real para preservar vidas, tornando-se instrumentos de Deus em meio à opressão. Sua coragem nos ensina que temer a Deus é mais poderoso do que qualquer decreto humano."Embora a Bíblia mencione apenas esses dois nomes, historiadores judeus, como Eben Ezra, sugerem que elas eram líderes entre as parteiras, possivelmente supervisionando um grupo de mais de quinhentas mulheres. Suas ações foram, de fato, esplêndidas e belas, refletindo a compaixão e a reverência a Deus em meio a um período de opressão,(Êxodo 1:5-21).
O Faraó do Egito, temendo o crescimento numérico dos hebreus, ordenou que todos os bebês do sexo masculino fossem mortos ao nascer (Êx 1:15-16). Essa ordem visava enfraquecer o povo de Israel e impedir que eles se tornassem uma ameaça ao domínio egípcio. No entanto, Puá e Sifrá enfrentaram esse decreto com firmeza. Elas "temeram a Deus" (Êx 1:17) e escolheram preservar a vida das crianças em vez de obedecer ao rei. Seu temor a Deus não era um medo servil, mas um profundo respeito e submissão à Sua autoridade, acima da autoridade humana.
Se eram egípcias convertidas à fé hebraica ou parteiras hebreias, a Bíblia não esclarece. No entanto, seu ato de desobediência ao Faraó demonstra uma fé inabalável e um compromisso com os princípios divinos. Como resultado, Deus as honrou: "porque as parteiras temeram a Deus, ele estabeleceu-lhes casas" (Êx 1:21). Esse versículo pode indicar que Deus lhes concedeu famílias próprias ou estabeleceu uma descendência abençoada.
A compaixão por inocentes e indefesos sempre foi uma questão crucial na história da humanidade. Nos dias atuais, vivemos em um contexto onde a vida das crianças continua ameaçada – seja pelo aborto, pela fome, pelo abandono ou pelo abuso. A atitude de Puá e Sifrá nos ensina que, mesmo diante de grandes desafios e da pressão de autoridades humanas, devemos priorizar os valores do Reino de Deus.
O apóstolo Pedro reforça essa verdade em Atos 4:19, quando, diante das autoridades que tentavam impedir a pregação do evangelho, respondeu: "Julgai vós se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós do que a Deus." Assim como Puá e Sifrá, somos chamados a obedecer a Deus acima de qualquer decreto humano que contradiga Seus princípios. Deus ama as crianças e honra aqueles que as protegem.
"Talvez você seja enfermeira, médica, professora ou atue em outra área. Independentemente da sua profissão, Deus pode usar você para cumprir Seus propósitos. Assim como Pôa e Sifrá, somos chamadas a sermos instrumentos de vida em um mundo que tantas vezes despreza o valor dela. Talvez não enfrentemos um decreto real, mas todos os dias temos escolhas a fazer — escolher a verdade em vez do medo, a compaixão em vez da indiferença, a coragem em vez da acomodação. Amada irmã, seja um instrumento de Deus onde Ele te colocou. Que possamos seguir o exemplo dessas duas mulheres corajosas, utilizando cada oportunidade para defender e valorizar a vida, confiando que Aquele que ama e morreu por todos nos mostrará o caminho a seguir."