A Sunamita

Hoje vamos meditar um pouco sobre a mulher Sunamita de 2 Reis 4:8 a 37. E vamos trazer para nossas vidas um pouco de sua generosidade, hospitalidade, satisfação e fé. Que tal conhecê-la? Tenho certeza que você almejará ter um pouco da convicção desta mulher!

Quantas de nós temos tido a disposição de usar os nossos bens para a obra do Senhor? Você pode até me dizer: "Miriam, eu não sou rica como essa mulher!"

Não quero falar sobre os bens e as posses da mulher Sunamita, mas sim sobre o seu estado de espírito, o qual devemos almejar.

Vamos tentar trazer um pouco para os nossos dias a história desta mulher:

Ela constrangeu (obrigou) Eliseu a ficar e comer uma refeição, mesmo ainda sem ter visto que o profeta era um homem de Deus (vers 8).

Quantas de nós temos convidado alguém a compartilhar de uma refeição pelo simples ato de servir? “Trazer alguém para a nossa mesa é o mesmo que dizer: Estou aberta a me relacionar contigo… a te conhecer. Sempre que o Senhor Jesus sentava a mesa de alguém, havia: cura, libertação e transformação de caráter." 

Ela viu que Eliseu era um homem de Deus (vers 9).

 Quando ela abriu a sua casa, ela teve a oportunidade de ver que não era apenas um homem qualquer, mas sim, um profeta de Deus. A Palavra nos diz que hospedamos muitas vezes anjos sem sabermos (Hebreus 13:2). As conversas na mesa fizeram com que ela desejasse servir esse “homem de Deus” todas as vezes que ele viesse em sua cidade.

Passado um tempo, Eliseu a chamou e disse: “O que posso fazer para demonstrar a você minha gratidão? Quer que te faça conhecida diante do rei, ou do comandante dos exércitos?” (vers 13). Responda com sinceridade somente para você mesma: O que você desejaria? Imaginem, seria como se ela tivesse diante de uma lâmpada mágica e aquilo que ela desejasse seria realizado, afinal, Eliseu era um homem de Deus…

E qual foi a resposta dela?

“Eu estou feliz vivendo como vivo, entre meu povo” (vers 13).

Não quero ser chata. Nós sabemos que ela era rica, então, poderíamos dizer: É obvio que ela era feliz, pois ela tinha tudo! Mas a sua resposta não demonstrava satisfação por causa de seus bens materiais. Na verdade, a Sunamita estava satisfeita com a forma em que ela vivia, com o que ela tinha, e com as pessoas que ela conhecia. Essa mulher não necessitava de mais nada!

Amadas, estamos satisfeitas com o que o Senhor tem feito conosco? Satisfeitas onde Ele nos colocou? Ou queremos ser conhecidas entre os reis, entre os poderosos ou nas mídias? Queremos ter influências ou ter mais seguidores, por exemplo?

Tenho uma grande admiração por essa mulher, a qual nem conheço seu nome. Queria ter eu um pouquinho dela. Nos dias atuais, ser satisfeito é algo raro! Em todos os momentos, vemos coisas novas, promessas de felicidades e de realizações, e nesses momentos, eu gostaria de poder responder: “Estou feliz vivendo como vivo”, mas tenho que confessar que desejo sempre mais.

E a fé dela, então?

Eliseu queria de alguma forma ser agradecido a ela, e descobriu através de seu servo que o casal não tinha filhos, rogou ao Senhor e ela concebeu um menino. Imaginem a alegria daquele lar, um presente dado por Deus, algo que ela não imaginava que lhe faltava estava ali em sua frente.

Os anos se passaram…

Certo dia, o menino reclamou de dor de cabeça. Assim, a mãe segurou seu amado filho em seu colo, mas, por volta de meio-dia essa dor levou a vida do menino. Eu teria gritado aos prantos dizendo que era injusto, porém, ela simplesmente levou seu filho à cama do homem de Deus, fechou a porta, saiu e disse a seu esposo :“Por favor, envie-me com um dos servos e um jumento. Eu preciso chegar ao homem de Deus tão rápido quanto puder, voltarei logo”. Seu esposo perguntou: “mas porque você está indo a ele hoje? Ela respondeu: Está tudo bem”. (vers. 22 e 23)

Amadas, temos esta fé de dizermos: “Está tudo bem”? Lágrimas correm em meu rosto de ver tamanha fé. Quando o servo de Eliseu perguntou como ela estava, ela respondeu com as mesmas palavras: “Está tudo bem”.

Quando ela chegou até Eliseu, suas forças caíram por terra. Por isso, ela abraçou os pés dele e perguntou-lhe: “Acaso eu pedi ao meu Senhor um filho? Disse que estava satisfeita com o que tinha e agora minha alma experimenta tamanha angústia, e sei que se alguém pode tirar essa dor, será você através de Adonai, o Próprio Deus.” Vemos a narração do ocorrido dos versículos 29 a 36.

 Queridas irmãs, que a fé dessa Sunamita nos sirva de exemplo até hoje, porque mesmo em uma situação como essa, que para mim seria devastadora, ela não somente tinha plena convicção de que estava tudo bem, como ela tinha fé que tomaria seu filho novamente. Que alegria para essa mulher e mãe, quando depois de pouco tempo, Eliseu mandou chamá-la dizendo: “Toma o seu filho”.

A História se interrompe quando ela toma seu filho e sai, não ouvimos mais nada sobre ela. Entretanto, o Espírito do Senhor sabia que essa mulher poderia influenciar muito as vidas das suas filhas ao longo do tempo, por isso essa história está em sua Palavra, onde nós podemos achar essa satisfação, fé e descanso como ela achou em Siném, que significa: Lugar de repouso.

 

Com amor.