Ada e Zilá – Quem poderiam ser essas duas mulheres?
Ao lermos Gênesis 4, nos deparamos com duas mulheres pouco mencionadas: Ada e Zilá. Quem seriam elas? O que suas vidas podem nos ensinar? Embora a Bíblia não forneça muitos detalhes sobre suas personalidades ou escolhas, sabemos que foram esposas de Lameque, um homem marcado pela arrogância e violência.
Mesmo em poucas palavras, a menção dessas mulheres nos permite refletir sobre o impacto do pecado na estrutura familiar e sobre as dificuldades de viver em um ambiente corrompido. Vamos meditar um pouco mais sobre elas e as lições que podemos extrair dessa passagem.
Lameque, descendente de Caim, foi o primeiro homem mencionado na Bíblia como praticante da poligamia:
"E tomou Lameque para si duas mulheres; o nome de uma era Ada, e o nome da outra, Zilá"
Isso marca um afastamento do padrão estabelecido por Deus no Éden, onde o Senhor criou um único casal, Adão e Eva, demonstrando Seu plano original para o casamento: uma união exclusiva entre um homem e uma mulher (Gênesis 2:24).
As Escrituras não detalham os sentimentos de Ada e Zilá sobre essa situação, mas podemos imaginar que, como primeiras mulheres a experimentar a poligamia, devem ter enfrentado desafios emocionais e relacionais. A rivalidade, a dor do compartilhamento do amor conjugal e a possível insegurança são aspectos que, ao longo da história, têm sido consequências dessa prática.
O contexto de violência e orgulho
Lameque não apenas introduz a poligamia, mas também se revela um homem violento e arrogante. Em Gênesis 4:23-24, ele proclama para suas esposas:
"Ada e Zilá, ouvi a minha voz; vós, mulheres de Lameque, escutai o meu dito; porque matei um homem por me ferir, e um jovem por me pisar. Porque sete vezes Caim será vingado; mas Lameque, setenta vezes sete."
Esse trecho mostra um homem que não apenas se vangloria de um ato de violência, mas também despreza a justiça de Deus, estabelecendo sua própria medida de vingança. Ada e Zilá ouviram essas palavras diretamente de seu marido – um discurso de orgulho e impiedade. Como teria sido para elas viver sob esse governo autoritário e impiedoso?
Lições que podemos aprender
O afastamento do plano de Deus traz consequências
A poligamia de Lameque foi um desvio do propósito divino para o casamento, e vemos que, ao longo das Escrituras, esse tipo de união sempre resultou em conflitos e sofrimento (como nos casos de Sara e Agar, Lia e Raquel). Quando nos afastamos dos princípios de Deus para a família, inevitavelmente colhemos dor e dificuldades.
A influência do pecado na cultura
A linhagem de Caim demonstra como a corrupção se aprofundou com o tempo. Lameque não apenas seguiu os passos de seu antepassado, mas ampliou a maldade. Isso nos alerta sobre como o pecado pode se perpetuar e se intensificar de geração em geração, especialmente se não houver arrependimento.
A importância do discernimento no casamento
Ada e Zilá podem ter sido entregues a Lameque por arranjo familiar, algo comum na época. No entanto, para nós hoje, essa passagem nos ensina o quanto é importante escolher com sabedoria quem será nosso esposo. Um homem violento e arrogante não é um líder piedoso, e uma mulher temente a Deus deve buscar alguém que ande nos caminhos do Senhor.
Embora Ada e Zilá sejam apenas mencionadas de passagem, suas vidas nos ensinam sobre os perigos do afastamento do plano de Deus e as dificuldades que surgem quando se vive em meio a um ambiente corrompido. Que possamos aprender com essa história e buscar sempre alinhar nossas vidas aos princípios do Senhor, confiando nEle para guiar nossos passos e fortalecer nosso coração.