O ato de alimentação diária.

O que a Bíblia diz sobre a
comida & o ato de comer — 4 coisas

1. Devemos ser gratos, a Deus, pela comida. “Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (Efésios 5:20). Nós, cristãos, reconhecemos que o alimento, sólido, ou líquido, ou pastoso (e outras formas que possam existir) vem de Deus até nós, para nosso sumo bem, sem que mereçamos. Então nós agradecemos — damos ação de graças — pela graça de Deus.

Devemos ser gratos a Deus, também, pela boca, pelo paladar, pelo trato digestivo (estômago, intestino), enfim, pelo poder de comer.

O pregador, em Eclesiastes capítulo 6, diz que há aquele “homem a quem Deus deu riquezas, bens e honra, e nada lhe falta de tudo quanto a sua alma deseja,”... e continua: “e Deus não lhe dá poder para daí comer”. Ele tem a vida, mas não tem poder para aproveitá-la. Triste.

O pregador, Salomão, diz que esse é um “mal” que tem visto e que é “mui frequente entre os homens” (Eclesiastes 6:1-2). Ter uma vida plena, ainda que com pouca coisa material, mas com Deus, é um bem muito grandioso, e raro cada vez mais à medida que se aproxima o fim dos tempos. Sejamos gratos a Deus verdadeiramente.

 

2. Não precisamos economizar com comida. A condição que Deus nos dá, devemos aproveitar com sabedoria para nutrir o corpo que Deus nos dá. Isaías 55:2: “Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-Me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura”.

Alimentar-se bem é uma peça chave do bom funcionamento do metabolismo, para nos sentirmos da melhor forma possível, termos força para agir e até a energia certa, equilibrada para pensar, para falar uma boa palavra, para contar de nossa vida, para ouvir os outros, e até para orar, para ouvir boas palavras...

Sim, o versículo acima, de Isaías, é primeiramente espiritual, mas comer direitinho, da melhor maneira que podemos segundo Deus nos dá, com alegria no coração, é uma bênção que devemos receber de Deus, e uma bênção que nos capacita a sermos mais úteis na mão dEle. Tá bem? Não fique chateado se estiver o alto o preço do que você perceber que deve comprar para comer; em vez de abrir o bico para reclamar, agradeça pelo que pode ter na mesa. E, se for preciso poupar no uso do dinheiro, economize no que é supérfluo, naquilo que não tão necessário assim.

 

3. Já dei uma pista sobre este ponto, mas a Palavra é enfática nisso, então eu também serei: comida - é - motivo - de - contentamento (os hifens são para você ler pausadamente cada palavra, com ênfase). Comida é motivo de contentamento, de estar contente, alegre.

“Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem segam [ceifam], nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?” (Mateus 6:26). “Não andeis, pois, inquietos [ansiosos], dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Porque todas estas coisas os gentios [aqueles que estão sem Deus] procuram. Decerto vosso Pai celestial sabe que necessitais de todas estas coisas; mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:31-33). Palavras de Jesus.

E, na 1ª epístola a Timóteo, cap. 6, versículos 6 e 7: “Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes”. Leu? Então diga: O que você trouxe ao vir habitar este mundo? ... Certo, muito bem. E o que você levará das coisas materiais que este mundo fartamente oferece? ... Exato. Essa perspectiva nos é oferecida na Palavra para dizer: é um sentimento divino ficar contente com a comida.

 

4. Por último, e olha só: no terceiro dia depois que morreu, Jesus, o Cristo, ressuscitou. E, em Seu corpo glorioso, encontrou dois discípulos dEle que iam de Jerusalém para a aldeia Emaús. Sabemos que um desses discípulos chamava-se Cléopas, a história toda encontramos em Lucas 24 (o santo evangelho segundo Lucas, capítulo 24).

Jesus os encontrou no caminho e eles disseram por que estavam tristes: seu Senhor fora crucificado, morto e sepultado. Eles ouviram sobre a ressurreição, sobre o túmulo que foi visto vazio por discípulas e discípulos que foram até lá naquele domingo. Mas não creram.

Bom, por todo o caminho Jesus lhes acompanhou, e falou da Bíblia para eles, mais especificamente de tudo o que o Antigo Testamento contava que devia acontecer ao Cristo, o ungido de Deus. O coração dos discípulos ardia ao ouvir a Palavra — mas não reconheceram que era Jesus quem andava com eles e lhes falava. Foi só mais tarde, quando, chegando à aldeia, como estava escuro, chamaram o Homem para ficar ali com eles; à mesa, o Homem pegou o pão, pronunciou palavras de graça, de bendição, de bênção, e o partiu e repartiu entre eles.

Somente então, e imediatamente, “Abriram-se-lhes então os olhos, e O conheceram, e Ele desapareceu-lhes” (Lucas 24:31).

É. Assim foi, como está escrito. Jesus foi reconhecido por ser agradecido pelo pão, pelas palavras de graça à mesa, por repartir o alimento com os presentes.

 

Hoje você vai almoçar? Se você é como a maioria das pessoas em nosso país, ao meio-dia, ou pouco antes, ou depois, você fará uma refeição, com alguém, ou sozinho. Considere pensar em uma das passagens bíblicas, que citamos, antes de pegar a primeira colherada.

E se você for agradecer, ou orar pelo que for, procure não repetir palavras de uma forma mecânica. Seja sincero no seu falar com Deus.